REGRAS DE COMPETIÇÃO – 1º ETAPA
DO CIRCUITO ONDULAÇÃO 2014
JULGAMENTO
“O surfista
deverá desenvolver a sua performance nas baterias, dentro dos critérios chaves
do Critério de Julgamento para maximizar o seu potencial de pontos.”
Os juízes
analisam os seguintes conceitos chaves quanto avaliam e pontuam as ondas
surfadas em uma bateria:
·
Compromisso e grau de dificuldade das manobras
·
Manobras inovadoras e progressivas
·
Combinação das principais manobras
·
Variedade de manobras (diferente
de quantidade)
·
Velocidade, pressão e fluidez
É importante
notar que a ênfase em determinados conceitos deste critério depende muito do
local e das condições apresentadas, bem como das mudanças nas condições do mar
durante o dia.
Escala
utilizada:
0,1-1,9 = Ruim
2,0-3,9 = Fraco
4,0-5,9 = Regular
6,0-7,9 = Bom
8,0-10,0 = Excelente
0,1-1,9 = Ruim
2,0-3,9 = Fraco
4,0-5,9 = Regular
6,0-7,9 = Bom
8,0-10,0 = Excelente
PONTUAÇÃO
A pontuação adotada para atletas será como a seguir :
|
Lugar
|
Pontos
|
Lugar
|
Pontos
|
Lugar
|
Pontos
|
Lugar
|
Pontos
|
|
1
|
1000
|
17
|
185
|
33
|
34
|
49
|
6
|
|
2
|
900
|
18
|
167
|
34
|
31
|
50
|
5
|
|
3
|
810
|
19
|
150
|
35
|
28
|
51
|
5
|
|
4
|
729
|
20
|
135
|
36
|
25
|
52
|
4
|
|
5
|
656
|
21
|
121
|
37
|
22
|
53
|
4
|
|
6
|
590
|
22
|
109
|
38
|
20
|
54
|
4
|
|
7
|
531
|
23
|
98
|
39
|
18
|
55
|
3
|
|
8
|
478
|
24
|
88
|
40
|
16
|
56
|
3
|
|
9
|
430
|
25
|
80
|
41
|
15
|
57
|
3
|
|
10
|
387
|
26
|
72
|
42
|
13
|
58
|
2
|
|
11
|
349
|
27
|
65
|
43
|
12
|
59
|
2
|
|
12
|
314
|
28
|
58
|
44
|
11
|
60
|
2
|
|
13
|
282
|
29
|
52
|
45
|
10
|
61
|
2
|
|
14
|
254
|
30
|
47
|
46
|
9
|
62
|
2
|
|
15
|
229
|
31
|
42
|
47
|
8
|
63
|
1
|
|
16
|
206
|
32
|
38
|
48
|
7
|
64
|
1
|
FORMATO:
A – Nas baterias de 4 surfistas, 50% dos
competidores avançam para a fase seguinte. Nas repescagens ou em situações
extremas poderão ser classificados de 1 a 3 atletas por bateria.
TEMPO
DE BATERIA E REGRAS GERAIS DE COMPETIÇÃO:
B – O tempo para as baterias do Evento
Principal deverá ser de 15 a 20 minutos, podendo ser alterado de acordo com as
condições do mar e cronograma tanto para menos quanto para mais. Esta mesma
regra se estende para as semifinais e finais.
C – As baterias deverão ter seu tempo marcado
através de um cronômetro eletrônico e nunca por um relógio analógico.
D –
A duração oficial das baterias deve ser determinada pelo Head Judge e organizador
do evento;
E – Todas as baterias deverão começar no "outside".
Os surfistas têm que entrar 5 minutos antes de terminar a bateria anterior.
F – Deverá ser usada uma sirene para
iniciar e terminar as baterias. Um toque para iniciar e dois toques para
terminar.
G – Deverá usar-se um sistema de placas
de tempo. Verde para
começar a bateria e amarela
para indicar os seus cinco minutos finais. Vale lembrar que as placas de tempo
são um sistema de auxílio visual aos atletas e que nenhum protesto será aceito
por impossibilidade de visualização ou troca de cores.
H – O locutor deverá fazer uma contagem
regressiva aos cinco segundos do final da bateria. Ao atingir "zero"
a mesma encerrar-se-á imediatamente, a placa amarela será abaixada e não deverá
aparecer nenhuma placa. O final da bateria ocorrerá no primeiro sinal da
sirene. O mesmo ocorrerá ao início de uma bateria, com o primeiro toque da
buzina, onde o atleta terá que estar claramente com os dois pés sobre a prancha
e com suas mãos tendo neste mesmo momento “deixado às bordas da prancha” para
ter sua onda validada. Exceção a esta regra ocorrerá em situações onde as mãos
nas bordas caracterizem claramente um “grab-rail” na intenção de entubar. Nesse
caso mesmo sem as mãos terem “deixado as bordas da prancha” o atleta terá sua
onda validada.
I – O surfista poderá descer uma onda
na área de competição antes do início de sua bateria, não sendo computada esta
onda;
J – Ao final da bateria, o surfista
deverá estar claramente com a posse da onda, fazendo um movimento para
levantar-se e com as mãos já tendo deixado as bordas de prancha, para que a
onda seja contada;
M – Em
baterias de quatro competidores, em caso de ausência de um competidor no evento
principal (pré-classificados), após o mesmo já ter sido iniciado, a
reclassificação não ocorrerá e a bateria será disputada apenas por três
surfistas. Caso haja substituto “ALTERNATE” (na primeira fase apenas), o substituto “ALTERNATE” será convocado
assim que a bateria em questão seja autorizada a entrar na água e o atleta
anteriormente definido para esta bateria não tenha realizado o “check-in” até
este momento.
M1 – No evento todas as baterias de 04 (quatro)
atletas terão seu tempo determinado respeitado em sua totalidade mesmo em
situações onde só houver dois atletas. As baterias apenas serão canceladas com
confirmação prévia do não comparecimento de algum atleta inscrito.
M3 – Em nenhuma hipótese, depois do cronograma do
evento divulgado, assim como a ordem das baterias, haverá mudança em função do
não comparecimento de um atleta no horário determinado.
N – O check in deverá ser efetuado até o tempo
definido pelo Head Judge para a entrada no mar. Caso o mesmo não seja efetuado
por um dos atletas e a bateria for autorizada a entrar na água, a bateria será
iniciada naturalmente e terá seu período de tempo normal. O outro atleta poderá
entrar na água em qualquer tempo da bateria. O W.O. poderá ser concretizado em
situações onde haja confirmação da ausência de um dos atletas e/ou em situações
onde não haja a possibilidade de substituição por atletas substitutos
(alternates).
O –
Caso um atleta perca por W.O. e tenha um motivo justificável, o mesmo poderá
retornar ao evento pagando outra inscrição. Isto só poderá acontecer
exclusivamente durante a 1a fase. Um atleta que tenha competido e
perdido a sua bateria na 1a fase não poderá usufruir deste direito
em hipótese alguma.
P
– Um atleta pré-classificado que perder a sua bateria, seja competindo ou por
“ausência na bateria”, jamais poderá retornar a competição.
MÁXIMO
DE ONDAS:
O limite será de 10 ondas. Aquele que permanecer na água após a
sua 10ª onda, será penalizado com uma interferência nos casos em que:
l)
- Desça qualquer onda extra que atrapalhe outro competidor;
ll)
- Interfira em qualquer competidor remando ou colocando-se no outside.
SOMA
DAS ONDAS:
A – Serão QUATRO juízes e as notas
destes serão somadas e divididas, cortando a maior e a menor nota. Será
efetuado a somatória das duas melhores ondas.
EMPATES:
A1
– Para baterias onde estiver sendo computada apenas uma onda, para definir a
ordem de classificação,quando houver o empate será utilizada a segunda melhor
onda de cada atleta para definir o vencedor. Persistindo o empate serão
utilizadas as melhores ondas subseqüentes (terceira onda, quarta onda e assim
sucessivamente) até que haja o desempate.
A2
– Para baterias onde estiverem sendo selecionadas duas ou mais ondas para
definir a classificação, quando houver empate utiliza-se a melhor onda (uma
onda); Persistindo o empate segue, então, para a terceira onda e assim
sucessivamente até que haja o desempate.
B
– Somente baterias sem condições de desempate irão à água novamente, mediante a
autorização do Diretor de Prova.
INTERFERÊNCIA:
Regra
Básica
A
– O surfista que estiver na parte interna da onda tem o direito incondicional
de surfá-la por toda sua extensão. A interferência será caracterizada se
durante o seu trajeto a maioria dos juizes entenderem que um outro competidor
lesou efetivamente o potencial de pontos que o surfista que tinha a posse da
onda poderia obter.
B
– Qualquer competidor que se levantar à frente do surfista que estiver com a
posse, tem a chance de sair da onda sem estar cometendo interferência a não ser
que: ele lese o potencial de pontos a ser atingido pelo surfista mais próximo
do pico da onda, incluindo no caso: pressão excessiva na remada, ou mesmo quebrar uma sessão da onda, desde
que lese efetivamente o potencial de pontos.
C
- No caso de ter cometido duas interferências em uma mesma bateria, o surfista
infrator deverá sair da água imediatamente após ser informado que cometeu a sua
segunda interferência.
DIREITO DE PASSAGEM EM BATERIAS DE 4 SURFISTAS:
A
posse da onda ou direito de passagem nestas condições, vai variar de acordo com
os tipos de mar a serem citados a seguir, de acordo com o local onde estiver
ocorrendo à competição. É responsabilidade dos juizes e do head judge
determinar quem tem a posse ou direito de passagem, baseado na formação da
onda, se o maior potencial for para esquerda ou para a direita,
independente de quem ficou em pé primeiro. Na maioria das situações, esta
condição é que indicará a posse da onda, com exceção para a regra de múltiplos
picos (beach break). Se na entrada da onda não for possível determinar o seu
lado predominante, o direito de passagem será do surfista que primeiro fizer
uma virada definida para a direção que escolher.
l)
POINT BREAK
Quando
existir apenas uma direção disponível e qualquer onda quebrar, o surfista na
parte interna terá sempre o direito incondicional de surfá-la por toda sua
extensão.
ll)
UM PICO (Fundo de areia, pedra ou
coral)
Se
houver um pico único e bem definido com ambas as faces, esquerda e direita
disponíveis, e no momento do “take off” da onda nem à direita, nem à esquerda
puderem ser consideradas como ideal, então, a preferência irá para o surfista
que primeiro fizer uma virada definida na direção escolhida (executando uma
cavada clara para a esquerda ou para a direita). Um segundo surfista poderá
surfar na direção oposta, na mesma onda, sem estar incorrendo em uma
penalidade, desde que ele não interfira o primeiro surfista que estabeleceu a
preferência.
Ele somente poderá cruzar o caminho
do primeiro surfista para ganhar o lado oposto do pico, desde que na opinião da
maioria dos juizes ele o faça sem prejudicar efetivamente o potencial de pontos
do primeiro surfista que tinha entrado na onda.
lll) MÚLTIPLOS PICOS AO ACASO (beach break)
Nestas
condições, a posse poderá variar de acordo com a natureza individual de cada
onda.
1
- Com um pico (formato piramidal), o surfista terá a posse da onda desde que
esteja claramente na parte mais central deste pico (topo da pirâmide).
– Caso dois
surfistas estejam claramente neste mesmo ponto (topo da pirâmide), vale a regra
para UM PICO.
2 - Com dois picos, existirão casos
em que uma ondulação terá dois picos separados - definidos - que se encontrem
eventualmente. Embora dois surfistas tenham a posse de seus respectivos picos
aquele que ficar em pé primeiro, será considerado como tendo a posse e o
segundo deverá dar passagem, saindo da onda ou não, desde que ele não atrapalhe
o surfista que subiu primeiro em sua prancha.
3 - Se dois surfistas ficarem em pé
ao mesmo tempo em picos separados que se encontrarem eventualmente, então:
-
se ambos derem passagem, indo reto ou saindo da onda, de forma que um não
atrapalhe o outro, não haverá qualquer tipo de interferência.
-
se colidirem ou atrapalharem-se, os juízes darão a interferência ao surfista
que tiver sido o agressor.
-
se nenhum der passagem, aliviando a trajetória ou saindo da onda e ambos
assumirem a responsabilidade da colisão, será marcada uma interferência dupla.
O CRUZAMENTO de trajetória é tolerável. Se levantarem ao mesmo
tempo e houver colisão, a interferência será do agressor, neste caso poderá,
ainda, haver a possibilidade de dupla interferência.
O
cruzamento de trajetória será apenas tolerado em situações onde:
1 –
Ambos os surfistas após cruzarem-se sigam em direção oposta, sem que um não
lese o potencial do outro.
2 –
Caso um atleta levante-se primeiro (tirando as duas mãos das bordas) e
definindo claramente uma direção (direita ou esquerda), desde que esteja ao
centro de uma onda com duas direções possíveis e sem uma direção explicitamente
predominante, o outro atleta poderá surfar em direção oposta àquela escolhida
por seu oponente sem estar cometendo interferência, somente se no momento do
cruzamento de trajetória a maioria dos juizes entenderem que o mesmo não lesou
o potencial de pontuação do outro, que conquistou o direito de surfar a onda
primeiro.
3 –
Caso ambos levantem-se ao mesmo tempo (tirando as mãos das bordas) e definam
direções opostas sem que haja um lado explicitamente predominante (direita ou
esquerda) e nesse percurso houver uma colisão será anotada interferência DUPLA.
Caso um dê passagem e o outro provoque a colisão, a interferência será anotada
para o surfista agressor.
PENALIDADE
DE INTERFERÊNCIA
Para baterias onde
estiverem sendo computadas duas ou mais ondas:
A – Em situações onde não houver
sistema de prioridade, se a maioria dos juizes anotarem uma interferência,
então a segunda melhor
onda do surfista infrator será dividida por dois para efeito de
somatória (50%).
B – Caso este mesmo atleta cometa uma
segunda interferência, será novamente penalizado com a perda de 50% agora sobre
sua melhor onda. O surfista que cometer duas ou mais interferências deverá sair
da água imediatamente após ser informado.
C – Exclusivamente em situações onde
ocorrer uma interferência de remada, caso o infrator desça a onda impedindo (bloqueando)
seu adversário de surfar esta onda, a penalidade será a perda de 100% dos
pontos de sua segunda melhor onda de somatório (no sistema de duas ondas no
somatório), seguindo a mesma premissa para outras combinações na soma das
ondas.
E – O Head Judge poderá ser incluído
para determinar uma interferência.
F – O surfista que sofrer a
interferência terá a permissão de surfar mais uma onda, além das 08, dentro do
tempo normal da bateria. A exceção é um caso de interferência dupla, onde
nenhum dos dois recebe a onda adicional. Uma onda extra também será dada ao
surfista que for interferido por fotógrafos, seguranças ou por um banhista
qualquer.
G – Caso o Head Judge, em conjunto com
o Diretor de Prova, decidam por questão de segurança, que será permitida a
presença de um "caddie" (ajudante) com uma prancha extra, este
ajudante não poderá surfar nenhuma onda, devendo permanecer afastado de ambos
os competidores durante toda a bateria. Caso atrapalhe o outro competidor, o
atleta que ele estiver ajudando receberá uma interferência.
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