LITORAL 655

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quarta-feira, 5 de março de 2014

REGRAS DE COMPETIÇÃO

REGRAS DE COMPETIÇÃO – 1º ETAPA DO CIRCUITO ONDULAÇÃO 2014


JULGAMENTO
“O surfista deverá desenvolver a sua performance nas baterias, dentro dos critérios chaves do Critério de Julgamento para maximizar o seu potencial de pontos.”
Os juízes analisam os seguintes conceitos chaves quanto avaliam e pontuam as ondas surfadas em uma bateria:
·         Compromisso e grau de dificuldade das manobras
·         Manobras inovadoras e progressivas
·         Combinação das principais manobras
·         Variedade de manobras (diferente de quantidade)
·         Velocidade, pressão e fluidez
É importante notar que a ênfase em determinados conceitos deste critério depende muito do local e das condições apresentadas, bem como das mudanças nas condições do mar durante o dia.
Escala utilizada:
0,1-1,9 = Ruim
2,0-3,9 = Fraco
4,0-5,9 = Regular
6,0-7,9 = Bom
8,0-10,0 = Excelente

PONTUAÇÃO

A pontuação adotada para atletas será  como a seguir :

Lugar
Pontos
Lugar
Pontos
Lugar
Pontos
Lugar
Pontos
1
1000
17
185
33
34
49
6
2
900
18
167
34
31
50
5
3
810
19
150
35
28
51
5
4
729
20
135
36
25
52
4
5
656
21
121
37
22
53
4
6
590
22
109
38
20
54
4
7
531
23
98
39
18
55
3
8
478
24
88
40
16
56
3
9
430
25
80
41
15
57
3
10
387
26
72
42
13
58
2
11
349
27
65
43
12
59
2
12
314
28
58
44
11
60
2
13
282
29
52
45
10
61
2
14
254
30
47
46
9
62
2
15
229
31
42
47
8
63
1
16
206
32
38
48
7
64
1


FORMATO:

A – Nas baterias de 4 surfistas, 50% dos competidores avançam para a fase seguinte. Nas repescagens ou em situações extremas poderão ser classificados de 1 a 3 atletas por bateria.


TEMPO DE BATERIA E REGRAS GERAIS DE COMPETIÇÃO:

B – O tempo para as baterias do Evento Principal deverá ser de 15 a 20 minutos, podendo ser alterado de acordo com as condições do mar e cronograma tanto para menos quanto para mais. Esta mesma regra se estende para as semifinais e finais.

C – As baterias deverão ter seu tempo marcado através de um cronômetro eletrônico e nunca por um relógio analógico.

D –  A duração oficial das baterias deve ser determinada pelo Head Judge e organizador do evento;

E – Todas as baterias deverão começar no "outside". Os surfistas têm que entrar 5 minutos antes de terminar a bateria anterior.

F – Deverá ser usada uma sirene para iniciar e terminar as baterias. Um toque para iniciar e dois toques para terminar.
           
G – Deverá usar-se um sistema de placas de tempo. Verde para começar a bateria e amarela para indicar os seus cinco minutos finais. Vale lembrar que as placas de tempo são um sistema de auxílio visual aos atletas e que nenhum protesto será aceito por impossibilidade de visualização ou troca de cores.

H – O locutor deverá fazer uma contagem regressiva aos cinco segundos do final da bateria. Ao atingir "zero" a mesma encerrar-se-á imediatamente, a placa amarela será abaixada e não deverá aparecer nenhuma placa. O final da bateria ocorrerá no primeiro sinal da sirene. O mesmo ocorrerá ao início de uma bateria, com o primeiro toque da buzina, onde o atleta terá que estar claramente com os dois pés sobre a prancha e com suas mãos tendo neste mesmo momento “deixado às bordas da prancha” para ter sua onda validada. Exceção a esta regra ocorrerá em situações onde as mãos nas bordas caracterizem claramente um “grab-rail” na intenção de entubar. Nesse caso mesmo sem as mãos terem “deixado as bordas da prancha” o atleta terá sua onda validada.

I – O surfista poderá descer uma onda na área de competição antes do início de sua bateria, não sendo computada esta onda;

J – Ao final da bateria, o surfista deverá estar claramente com a posse da onda, fazendo um movimento para levantar-se e com as mãos já tendo deixado as bordas de prancha, para que a onda seja contada;

M – Em baterias de quatro competidores, em caso de ausência de um competidor no evento principal (pré-classificados), após o mesmo já ter sido iniciado, a reclassificação não ocorrerá e a bateria será disputada apenas por três surfistas. Caso haja substituto “ALTERNATE” (na primeira fase apenas), o substituto “ALTERNATE” será convocado assim que a bateria em questão seja autorizada a entrar na água e o atleta anteriormente definido para esta bateria não tenha realizado o “check-in” até este momento.

M1 – No evento todas as baterias de 04 (quatro) atletas terão seu tempo determinado respeitado em sua totalidade mesmo em situações onde só houver dois atletas. As baterias apenas serão canceladas com confirmação prévia do não comparecimento de algum atleta inscrito.

M3 – Em nenhuma hipótese, depois do cronograma do evento divulgado, assim como a ordem das baterias, haverá mudança em função do não comparecimento de um atleta no horário determinado.

N – O check in deverá ser efetuado até o tempo definido pelo Head Judge para a entrada no mar. Caso o mesmo não seja efetuado por um dos atletas e a bateria for autorizada a entrar na água, a bateria será iniciada naturalmente e terá seu período de tempo normal. O outro atleta poderá entrar na água em qualquer tempo da bateria. O W.O. poderá ser concretizado em situações onde haja confirmação da ausência de um dos atletas e/ou em situações onde não haja a possibilidade de substituição por atletas substitutos (alternates).

O – Caso um atleta perca por W.O. e tenha um motivo justificável, o mesmo poderá retornar ao evento pagando outra inscrição. Isto só poderá acontecer exclusivamente durante a 1a fase. Um atleta que tenha competido e perdido a sua bateria na 1a fase não poderá usufruir deste direito em hipótese alguma.

P – Um atleta pré-classificado que perder a sua bateria, seja competindo ou por “ausência na bateria”, jamais poderá retornar a competição.

MÁXIMO DE ONDAS:

O limite será de 10 ondas. Aquele que permanecer na água após a sua 10ª onda, será penalizado com uma interferência nos casos em que:
                        l) - Desça qualquer onda extra que atrapalhe outro competidor;
                        ll) - Interfira em qualquer competidor remando ou colocando-se no outside.

SOMA DAS ONDAS:

A – Serão QUATRO juízes e as notas destes serão somadas e divididas, cortando a maior e a menor nota. Será efetuado a somatória das duas melhores ondas.

EMPATES:
­
A1 – Para baterias onde estiver sendo computada apenas uma onda, para definir a ordem de classificação,quando houver o empate será utilizada a segunda melhor onda de cada atleta para definir o vencedor. Persistindo o empate serão utilizadas as melhores ondas subseqüentes (terceira onda, quarta onda e assim sucessivamente) até que haja o desempate.

A2 – Para baterias onde estiverem sendo selecionadas duas ou mais ondas para definir a classificação, quando houver empate utiliza-se a melhor onda (uma onda); Persistindo o empate segue, então, para a terceira onda e assim sucessivamente até que haja o desempate.

B – Somente baterias sem condições de desempate irão à água novamente, mediante a autorização do Diretor de Prova.

INTERFERÊNCIA:

Regra Básica
A – O surfista que estiver na parte interna da onda tem o direito incondicional de surfá-la por toda sua extensão. A interferência será caracterizada se durante o seu trajeto a maioria dos juizes entenderem que um outro competidor lesou efetivamente o potencial de pontos que o surfista que tinha a posse da onda poderia obter.

B – Qualquer competidor que se levantar à frente do surfista que estiver com a posse, tem a chance de sair da onda sem estar cometendo interferência a não ser que: ele lese o potencial de pontos a ser atingido pelo surfista mais próximo do pico da onda, incluindo no caso: pressão excessiva na remada, ou mesmo quebrar uma sessão da onda, desde que lese efetivamente o potencial de pontos.

C - No caso de ter cometido duas interferências em uma mesma bateria, o surfista infrator deverá sair da água imediatamente após ser informado que cometeu a sua segunda interferência.

DIREITO DE PASSAGEM EM BATERIAS DE 4 SURFISTAS:


A posse da onda ou direito de passagem nestas condições, vai variar de acordo com os tipos de mar a serem citados a seguir, de acordo com o local onde estiver ocorrendo à competição. É responsabilidade dos juizes e do head judge determinar quem tem a posse ou direito de passagem, baseado na formação da onda, se o maior potencial for para esquerda ou para a direita, independente de quem ficou em pé primeiro. Na maioria das situações, esta condição é que indicará a posse da onda, com exceção para a regra de múltiplos picos (beach break). Se na entrada da onda não for possível determinar o seu lado predominante, o direito de passagem será do surfista que primeiro fizer uma virada definida para a direção que escolher.

            l) POINT BREAK
            Quando existir apenas uma direção disponível e qualquer onda quebrar, o surfista na parte interna terá sempre o direito incondicional de surfá-la por toda sua extensão.
             
            ll) UM PICO (Fundo de areia, pedra ou coral)
            Se houver um pico único e bem definido com ambas as faces, esquerda e direita disponíveis, e no momento do “take off” da onda nem à direita, nem à esquerda puderem ser consideradas como ideal, então, a preferência irá para o surfista que primeiro fizer uma virada definida na direção escolhida (executando uma cavada clara para a esquerda ou para a direita). Um segundo surfista poderá surfar na direção oposta, na mesma onda, sem estar incorrendo em uma penalidade, desde que ele não interfira o primeiro surfista que estabeleceu a preferência.
            Ele somente poderá cruzar o caminho do primeiro surfista para ganhar o lado oposto do pico, desde que na opinião da maioria dos juizes ele o faça sem prejudicar efetivamente o potencial de pontos do primeiro surfista que tinha entrado na onda.

            lll) MÚLTIPLOS PICOS AO ACASO (beach break)

            Nestas condições, a posse poderá variar de acordo com a natureza individual de cada onda.
            1 - Com um pico (formato piramidal), o surfista terá a posse da onda desde que esteja claramente na parte mais central deste pico (topo da pirâmide).

– Caso dois surfistas estejam claramente neste mesmo ponto (topo da pirâmide), vale a regra para UM PICO.

            2 - Com dois picos, existirão casos em que uma ondulação terá dois picos separados - definidos - que se encontrem eventualmente. Embora dois surfistas tenham a posse de seus respectivos picos aquele que ficar em pé primeiro, será considerado como tendo a posse e o segundo deverá dar passagem, saindo da onda ou não, desde que ele não atrapalhe o surfista que subiu primeiro em sua prancha.

            3 - Se dois surfistas ficarem em pé ao mesmo tempo em picos separados que se encontrarem eventualmente, então:
- se ambos derem passagem, indo reto ou saindo da onda, de forma que um não atrapalhe o outro, não haverá qualquer tipo de interferência.
- se colidirem ou atrapalharem-se, os juízes darão a interferência ao surfista que tiver sido o agressor.
- se nenhum der passagem, aliviando a trajetória ou saindo da onda e ambos assumirem a responsabilidade da colisão, será marcada uma interferência dupla.

O CRUZAMENTO de trajetória é tolerável. Se levantarem ao mesmo tempo e houver colisão, a interferência será do agressor, neste caso poderá, ainda, haver a possibilidade de dupla interferência.

O cruzamento de trajetória será apenas tolerado em situações onde:

1 – Ambos os surfistas após cruzarem-se sigam em direção oposta, sem que um não lese o potencial do outro.

2 – Caso um atleta levante-se primeiro (tirando as duas mãos das bordas) e definindo claramente uma direção (direita ou esquerda), desde que esteja ao centro de uma onda com duas direções possíveis e sem uma direção explicitamente predominante, o outro atleta poderá surfar em direção oposta àquela escolhida por seu oponente sem estar cometendo interferência, somente se no momento do cruzamento de trajetória a maioria dos juizes entenderem que o mesmo não lesou o potencial de pontuação do outro, que conquistou o direito de surfar a onda primeiro.

3 – Caso ambos levantem-se ao mesmo tempo (tirando as mãos das bordas) e definam direções opostas sem que haja um lado explicitamente predominante (direita ou esquerda) e nesse percurso houver uma colisão será anotada interferência DUPLA. Caso um dê passagem e o outro provoque a colisão, a interferência será anotada para o surfista agressor.


PENALIDADE DE INTERFERÊNCIA

Para baterias onde estiverem sendo computadas duas ou mais ondas:

A – Em situações onde não houver sistema de prioridade, se a maioria dos juizes anotarem uma interferência, então a segunda melhor onda do surfista infrator será dividida por dois para efeito de somatória (50%).

B – Caso este mesmo atleta cometa uma segunda interferência, será novamente penalizado com a perda de 50% agora sobre sua melhor onda. O surfista que cometer duas ou mais interferências deverá sair da água imediatamente após ser informado.

C – Exclusivamente em situações onde ocorrer uma interferência de remada, caso o infrator desça a onda impedindo (bloqueando) seu adversário de surfar esta onda, a penalidade será a perda de 100% dos pontos de sua segunda melhor onda de somatório (no sistema de duas ondas no somatório), seguindo a mesma premissa para outras combinações na soma das ondas.

E – O Head Judge poderá ser incluído para determinar uma interferência.

F – O surfista que sofrer a interferência terá a permissão de surfar mais uma onda, além das 08, dentro do tempo normal da bateria. A exceção é um caso de interferência dupla, onde nenhum dos dois recebe a onda adicional. Uma onda extra também será dada ao surfista que for interferido por fotógrafos, seguranças ou por um banhista qualquer.


G – Caso o Head Judge, em conjunto com o Diretor de Prova, decidam por questão de segurança, que será permitida a presença de um "caddie" (ajudante) com uma prancha extra, este ajudante não poderá surfar nenhuma onda, devendo permanecer afastado de ambos os competidores durante toda a bateria. Caso atrapalhe o outro competidor, o atleta que ele estiver ajudando receberá uma interferência.

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